HIPNOSE





Uma das faces mais significativas da nossa mente é a influência de nossas noções preconcebidas sobre nosso modo de ver, interpretar e consequentemente atuar diante de determinados estímulos ou eventos, por exemplo, uma pessoa que não confia nas demais é porque não confia em si mesma.
Uma pessoa que tem medo de escuro é porque associa elementos negativos a ele; uma pessoa que pensa que a outra não é capaz de mudar uma conduta pode se afastar dela; uma mulher que pensa que seu companheiro está chateado, atua não dirigindo a palavra a ele porque em sua mente formou-se uma idéia do outro e, consequentemente, não a permite atuar e resolver o problema.
Desta forma, as nossas opiniões e crenças afetam o modo de ver e interpretar os acontecimentos, e lembrar-se deles de maneira positiva, negativa ou, em outros casos, não querer lembrar-se nem enfrentá-los.
Apenas para demonstrar a você como, sem percebermos, as nossas crenças influenciam a nossa conduta, vou pedir que pense na palavra “dentista” e tudo o que ela envolve. Acreditamos que ir ao dentista “é a garantia de sofrer por um bom tempo”, ou seja, geralmente nos lembramos do acontecimento de forma negativa, mas dificilmente pensamos que a limpeza ou a reparação de uma peça dentária nos trará benefícios de ter uma boca mais saudável.
Quando conhecemos alguém pela primeira vez, nosso cérebro começa a elaborar uma série de suposições que nos fazem pensar em uma série de atributos (positivos e negativos), a respeito da pessoa e atuamos: aceitando-a ou ignorando-a.
Entretanto, a primeira impressão que nós formamos das coisas ou das pessoas em geral termina sendo falsa. Com respeito a isso, vou continuar falando, por exemplo, mesmo na atualidade se entende como ”louco” quem pede ajuda psicológica e se chega a pensar como; iluminado, tlantoani (eram os reis na época pré-hispânica e algum outro ex-presidente do país também acreditava ser), bruxo, feiticeiro, mago ou louco quem pratica a hipnose. Dificilmente o público não especializado relaciona o conceito da hipnose com seu uso científico, como no caso dos trabalhos realizados por Antón Mesmer, que introduziu a hipnose no campo científico (conhecido por introduzir o conceito de magnetismo animal), Sigmund Freud, conhecido como o criador da teoria da psicanálise, ou Milton Hyland Erikson, considerado o hipnoterapeuta mais influente da nossa época.
Seria impensável para o amigo leitor que mais de uma vez na sua vida e, de forma completamente natural, tenha estado em processo hipnótico. Para a sua surpresa, ele aconteceu muito mais vezes do que você imagina, mas não sabe e, certamente, não o fez conscientemente. Contudo, vou explicando este ponto mais para frente.
Naturalmente, amigo leitor, este texto, antes de conhecê-lo, poderia lhe dar a impressão de ser pouco sério e mais ainda se estiver dirigido ao público não especializado no assunto.
Possivelmente porque em sua mente tenha a crença de que um livro científico tem uma linguagem pouco compreensível ou porque o tema da hipnose seja pouco sério ou sem importância. De qualquer maneira, espero que você possa começar a por em prática o que hoje juntos vamos desfrutar.
Existem muitas dúvidas a respeito de: o que é a hipnose? Para que serve? Como funciona? Qualquer pessoa pode ser hipnotizada? Posso perder peso sendo hipnotizada? É real ou fictício o seu uso científico? É ciência ou charlatanice? etc., etc.
Em novembro do ano passado, fizemos uma pesquisa psicosocial e perguntamos aos habitantes da cidade do México, entre outros conceitos:
Qual é a primeira coisa que passa pela sua mente quando escuta a palavra “hipnose”?
Você acredita que serve para quê?
As respostas foram curiosas em certo sentido e surpreendentes em outros. Na minha função de pesquisador e terapeuta, provavelmente estas respostas refletem também o seu ponto de vista.
Digo que em certo sentido foram curiosas, pois refletem a percepção que há muitos anos continua mantendo o conceito, e foram surpreendentes também porque mesmo em mínima proporção chegaram a mencionar a “técnica da implantação de mãos”, utilizada desde as épocas dos gregos e romanos.
Antes de passar para uma breve análise de dados, convido a responder você mesmo as perguntas da pesquisa. Não é necessário escrever as respostas, podem ser feitas de forma mental.
Bem, uma vez respondidas, é muito provável que se pareçam com as respostas de nossos entrevistados como verá a seguir:
A pesquisa foi muito mais ampla e as respostas também, somente para ilustrar esta parte no seguinte quadro, aparecem algumas das categorias que analisaremos. Antecipo “o mais provável é que as suas respostas se assemelhem as dos nossos entrevistados”.
A princípio as respostas de todos os entrevistados se reuniram em várias categorias. Diante da pergunta: Qual é a primeira coisa que passa na sua mente quando escuta a palavra “hipnose”? As respostas se classificaram, entre outras, nos seguintes grupos:
- Funções ou efeitos produzidos pela hipnose;
- Conceitos relacionados com a ciência;
- Algumas definições da hipnose;
- Técnicas hipnóticas;
- Outras categorias;
Quatro de cada dez pessoas relacionaram a hipnose com alguns dos efeitos produzidos pelo estado mental de: dormir, sonhar, relaxamento e ter controle mental ou hipnotizar alguém. Entretanto, insisto, os entrevistados confundem a definição da mesma com os efeitos gerados. Para ser mais claro é como imaginar que um conceito de “carro” fosse o lugar onde se vê por espelhos retrovisores. Ele certamente não é uma definição de automóvel, mas faz referência a uma de suas funções toda vez que está nele.
Um aspecto muito importante nesta pesquisa é que nenhum dos entrevistados associou o conceito à bruxaria ou feitiçaria, mas à fraude ou engano”.
Então, o que é hipnose? O que de certo tem que apenas os iluminados podem utilizar? Todas as pessoas podem ser hipnotizadas? Uma pessoa como eu, pode começar a usar seus benefícios imediatamente? Alguma vez entrei no estado hipnótico sem que tenha percebido? Realmente é uma magia negra ou de pura charlatanice? Tem algum fundamento científico? Pode ser utilizada nas minhas atividades diárias? Para que serve? Estar hipnotizado parece a estar dormindo? Enfim, estas perguntas e muitas outras fazem parte da atmosfera que cobre o conceito de “HIPNOSE”.
Tudo o que a sua mente pode criar se transforma em realidade

Comentários

Sua postagem sobre a Hipnose é um tema bastante discutido hoje pela ciência e isso faz a nossa mente ir muito alem da imaginação. Adorei você é muito criativo e inteligente. Parabéns e sucessos. Abraços Heudes.

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