CIGARRO E HIPNOSE






O fumante, quando procura tratamento pela hipnoterapia, deve apenas “QUERER” efetivamente parar de fumar. Existe no mercado alguns produtos que prometem verdadeiros milagres, assim como inúmeras campanhas contra o tabagismo.
 Dentro do grupo de pessoas que fazem uso do cigarro, podemos encontrar:

1) Fumantes eventuais
- São aqueles que possuem tendências a serem portadores do “vício”, nunca compraram uma carteira de cigarros, “filam” apenas ou compartilham o mesmo cigarro com outras pessoas. O cigarro ainda não faz parte efetiva da sua vida.
2) Fumantes de Terceiro Grau
- São aqueles que compram seus cigarros, uma mesma carteira serve para vários dias, acabando, não entram no processo de ansiedade para comprar outra. Ainda não condicionaram o ato de fumar com alguma atividade diária. Simplesmente fumam para relaxar. Nesses casos, as pessoas ainda conseguem parar por conta própria, quando quiserem, mas podem retornar ao uso do cigarro.
3) Fumantes de Segundo Grau
- São aqueles que possuem certa dependência, compram suas carteiras, quando uma carteira estiver no final, correm comprar outra, evitando ficar sem cigarro. Nesse estágio, a pessoa ficou condiciona fumar: antes, durante ou depois de uma atividade diária (fumar depois das refeição, depois de um cafezinho, antes de dormir, ao dirigir um veículo, conversando com alguém, etc.). Quando estiver sem o cigarro, entra em um leve processo de ansiedade, mas controlado. Nesses casos, as pessoas, para deixarem de fumar definitivamente já encontram certas resistências, ainda conseguem parar com muita força de vontade, possuindo tendências para voltar fumar novamente.
4) Fumantes de Primeiro Grau
- São aqueles cuja dependência é total, um maço de cigarro não é mais suficiente durante o dia, sempre estará com uma carteira de reserva, seu estado psicológico fica alterado quando está sem cigarro, pode se tornar nervoso, até agressivo, entra em processo de mau humor, pode ter hiperidrose (transpiração excessiva), tremores, palpitações cardíacas, insônia, falta de ar. É compulsivo, fuma sem perceber, ascende um cigarro no outro, precisa do cigarro para estimular sua digestão e até mesmo estimular suas necessidades fisiológicas, acorda, as vezes, a noite para fumar. Normalmente mascara sua ansiedade diária com o ato de fumar, diz que é relaxante e prazeroso (claro que é um disfarce psicológico, uma fuga). O fumante, nesses casos, sabe que está consumindo cigarro em exagero, gostaria de largar sua dependência, infelizmente não conseguem sozinho, possui receio de sofrer, entrar em abstinência, naturalmente, precisará de tratamento.


COMO AS PESSOAS SE TORNAM VICIADAS
- Quando temos deficiência de higiene mental no ambiente familiar, onde as pessoas da casa (pai, mãe, avós, tios, irmãos) são usuários do cigarro, estes, inconscientemente, servem como estímulo para crianças serem fumantes. A probabilidade, de uma criança tornar-se fumante, quando se tem exemplo dentro de casa, é na ordem de 70%. Um fumante ao ascender um cigarro próximo de uma criança, chamará sua atenção, sensação de prazer emanada do fumante contagiará a criança, quase que transferindo o desejo da experimentar o cigarro.

Toda criança possui o senso de observação aguçado, então elas se perguntam: como aquela coisa de cheiro desagradável pode fazer uma pessoa ficar tão contente, calma?. Como ela consegue soltar a fumaça pelo nariz ?, acho que faz bem, deve ser gostoso, quero provar ! (essas, na verdade, são as perguntas e indagações feitas por uma criança, para si própria). O ato de fumar próximo de crianças, na fase da formação psicológica (até os 6 anos), é uma condição para que elas se tornem fumantes, jamais devemos esquecer que somos psicossomatizadores. Quando um adulto pede para uma criança comprar cigarros, satisfazendo seu vício, indiretamente contribui, para que um dia essa criança venha fumar.

- Jovens, na fase da infância e adolescência, mesmo que tenham uma boa higiene mental, e começam fumar, deve-se ao companheirismo, amigos próximos fumam, é como um contágio mental. Inicialmente, os jovens fumam para se exibir ou para se auto afirmarem que já agem como adulto. Se não tiverem uma orientação adequada, fatalmente mergulharão no vício. O diálogo pai-filho é a melhor forma para coibir o uso do fumo, as escolas devem também suas responsabilidades.

- Abalos emocionais podem levar uma pessoa fumar, mesmo possuindo boa h
igiene mental. Podemos citar: separação de pais, brigas entre pais e filho, rompimento de namoro, morte de alguma pessoa querida, ociosidade, desemprego por longo período, preparação para um vestibular ou concurso, estados de ansiedade elevada, estresse e depressão, dentre outros fatores. Nesses casos a pessoa utiliza o cigarro como “fuga” dos problemas e, acabam se viciando, ocorrem com mais freqüência se em fumantes eventuais. 

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