Tratando com hipnose..

Quando falamos em hipnose imediatamente nos vem à mente a imagem dos pêndulos colocados a poucos centímetros de distância do olho do paciente, que passa a obedecer ordens do hipnotizador. Especialistas chamam isso de “hipnose de palco”, que, segundo eles, não representa o verdadeiro significado e poder dessa técnica que remonta à Idade Média.

A hipnose é mais simples e corriqueira do que isso. Ela está no dia a dia e tem ganhado espaço nos consultórios das mais diferentes áreas de atuação. Longe da mistificação que a envolve, a hipnose tem se mostrado eficiente no tratamento das doenças da mente, como o medo, as fobias e a ansiedade exagerada.

A prática já alcançou os consultórios odontológicos, na tentativa de acabar com o pavor que algumas pessoas têm de dentista. Ela tem sido empregada também para curar síndrome do pânico, fibromialgia, disfunção erétil, falta de apetite sexual e dependência do cigarro, bebidas e outras drogas.

“São doenças que se originam no cérebro”, explica o médico José Alexander, que passou a utilizar a hipnose há cerca de três anos. Quando a origem do problema está na mente, a solução mais eficaz, segundo ele, que atua em várias cidades do País, é agir justamente ali.

“Temos de fazer um trabalho para bloquear a origem do problema e, assim, evitar que ele atrapalhe o presente e o futuro dos pacientes. É isso o que a hipnose faz”, afirma. Segundo ele, na maioria das vezes, cinco ou seis sessões são suficientes para fazer o bloqueio e dar nova vida às pessoas.

Além de rápida, a hipnose tem outras vantagens se comparada ao tratamento convencional, segundo Alexander. A ausência de efeitos colaterais é, talvez, a principal delas. Para o médico, trata-se de uma terapia limpa, ou seja, que não usa nenhum tipo de medicamento.

A cura pode ser ainda mais rápida se a barreira a ser vencida é o medo. É o que garante Alexandre Bortoletto, especialista em programação neurolinguística e hipnose. O medo de avião, de aranha, de cachorro simplesmente deixa de existir após impressionantes 15 minutos de terapia hipinótica.

Em traumas mais violentos, como a síndrome do estresse pós-traumático, o resultado demora mais a aparecer, cerca de quatro horas. Ainda assim, comparado ao tratamento tradicional, é muito rápido. Ele mesmo admite que isso mais parece uma mágica. No entanto, Bortoletto afirma que não há nada de sobrenatural nisso. Ele trabalha há 29 anos nessa área.

“Para uma pessoa adquirir uma fobia, não demora mais do que dois ou três segundos. Se ela aprende a reagir de uma forma fóbica tão rápido, podemos inverter isso de uma forma também rápida”, diz. Entretanto, ele frisa que existem problemas que a hipnose sozinha não consegue solucionar. É necessário o tratamento tradicional. Para tratar a depressão, por exemplo, a hipnose não é a melhor escolha. “Nesse caso, é melhor procurar um médico, um psiquiatra ou um psicólogo”, orienta o especialista, que é membro da Sociedade Brasileira de Programação Neurololiguística (SBPN).

O médico Alexander diz que, ao bloquear na mente do paciente o que motivou o medo e o trauma psicológico, é possível melhorar sua vida pessoal e profissional. Ele usa como exemplo a gagueira. Segundo Alexander, a maior parte dos gagos não nasce com o problema. Ele se manifesta como resultado de algum problema causado, geralmente, na infância, que é quando a personalidade está em formação.

As críticas, as piadas de mau gosto e o preconceito que atingem as crianças e adolescentes limitam suas capacidades. Para o médico, o sobrepeso psicológico deixa a mente dessas pessoas condicionadas. “Um gordinho pode ser até mais ágil que um magro, mas como os colegas ficam falando o tempo todo que ele é gordo, cheio de limitações, ele se convence disso e limita por conta própria suas ações”, explica.

Por esse motivo, ele faz um alerta para as palavras que são ditas, especialmente, às crianças e adolescentes. Elas podem ter um efeito negativo e provocar traumas, medos e ansiedades limitadoras.

De acordo com o professor e psicólogo Sandro Caramaschi, do Centro de Psicologia Aplicada (CPA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, desde que o médico neurologista e fundador da psicanálise, Sigmund Freud, desinteressou-se pela hipnose, a técnica foi deixada de lado pelas universidades. Até hoje, os cursos de psicologia não incluem a hipnose na grade curricular.

Mas apesar do desinteresse do mundo acadêmico, Caramaschi diz que a técnica avançou muito, especialmente a partir dos anos 1980, quando começou a se disseminar na França. Embora não utilize a técnica, o professor reconhece sua importância na cura de doenças psicológicas e na diminuição do nível de estresse

Comentários

Anna disse…
Belos Assuntos sobre Hipnose!
Vi vc. na Comunidade do Chico Xavier.
Kátia Pimentel disse…
Gostei dos assuntos postados aqui, amigo querido.
Envie por fineza, via e-mail , a respeito de cursos,hipnose, terapia de vidas passadas e outros que auxiliem na Sindrome do Pânico e Estresse Pós- Traumático.
Muito grata.
Kátia.

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