Memórias de Coisas passadas quando estavam dentro do útero.


O que os pais fazem antes da concepção de uma criança afecta a vida mental do bebé. Mais ainda: os fetos conseguem comunicar com as mães através dos sonhos. A teoria é do conhecido psiquiatra eslovaco de nacionalidade canadiana, Thomas Verny. Este especialista diz que deixou a obstetrícia para estudar psiquiatria porque vários pacientes lhe contavam memórias de coisas passadas quando estavam dentro do útero.Em entrevista telefónica à revista «Sábado», o fundador da Associação de Psicologia Pré e Perinatal refere que «há evidências de que a mãe consegue comunicar com o feto através dos sonhos. Várias pacientes minhas acertaram na descrição do seu filho antes de nascer porque sonharam com ele».
«Também há relatos de obstetras que contam que as mães têm sonhos sobre o parto que mais tarde se realizam. Há essa espécie de ligação psíquica entre a mãe e o feto», garante.
Thomas Verny, que também é professor no Instituto de Santa Bárbara na Califórnia, nos EUA, sublinha que «o feto tem de ser visto como um ser humano sensível, consciente e com memória a partir do segundo trimestre». Isto porque consegue ouvir e sentir as emoções mais simples, como o amor ou quando está a ser ignorado.
«Se a mãe está deprimida na gravidez e não comunica com o bebé, não brinca com ele, não dança nem põe música para ele ouvir - todas as coisas que ajudam a estabelecer uma relação com a criança,então ele vai sentir-se esquecido e isso tem efeitos negativos», explica.O especialista esclarece que o feto começa a reagir fisicamente ao estado emocional da mãe, sobretudo durante o último trimestre, mas consegue ouvir desde o fim do segundo trimestre. «Ele ouve aquilo que se está a passar no exterior e tem capacidade para se recordar. Essas memórias ficam guardadas no seu cérebro e podem ser recuperadas através da HIPNOSE, por exemplo», defende.Apesar de estar provado desde 1987 que os bebés começam a sentir dor ainda no útero, Thomas Verny salienta que o desenvolvimento mental e psicológico do feto ainda é subestimado por «culpa dos cientistas, dos pediatras e dos obstetras».«Antes, os pediatras pensavam que os bebés não sentiam dor. O choro era desvalorizado e acreditava-se que as crianças só se desenvolviam completamente aos 5 ou 6 anos. Então operava-se nas condições mais extremas, sem anestesia nem analgésicos. Só no fim dos anos 80 é que começaram a surgir provas científicas de que até os fetos conseguiam sentir dor», recorda.Sobre as resistências dos profissionais às teorias que defende, Thomas Verny é contundente. «É pouco cómodo para alguns, como os obstetras, ouvir que têm de se preocupar também com o desenvolvimento mental e emocional do feto porque isso faz a diferença», remata. 

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