Motoristas traumatizados

Motoristas traumatizados no divã

Eles são habilitados, têm carros à disposição, além de vontade gigantesca e necessidade de dirigir. Mas um trauma ou medo fazem inúmeras mulheres e poucos homens procurarem ajuda psicológica para quebrar a barreira invisível do pânico ao volante.
No mercado, as técnicas de ajuda são as mais variadas possíveis, e vão da HIPNOSE às tradicional aulas complementares em autoescolas. São necessários atenção e cuidado na hora da escolha dos profissionais.
Quem investiu tempo e recursos nesse tipo de terapia diz que valeu a pena. Os motoristas traumatizados sofrem com o simples ato de pensar em dirigir. Os sintomas mais comuns são palpitação,SUOR excessivo, tremedeira e até diarreia. A maioria desiste e fica anos sem conduzir ou chegar perto do banco do motorista.
Nesses casos, o menos recomendado, no caso das mulheres, é pedir a ajuda dos maridos e companheiros, que podem aumentar ainda mais a angústia de quem tenta dirigir e não consegue. As clínicas oferecem até terapia em grupo, consultas semanais com profissional da área, além de aula pratica com um acompanhante terapêutico.
"Essas pessoas precisam passar por tratamento. Não quer dizer que são doentes, mas é indispensável orientação que será muito útil não apenas na hora de dirigir, mas em toda vida".
Paciente, decidiu encarar o transito. Sonhava em ter a liberdade de pegar o carro do seu pai e sair para passear sem depender de ninguém após conseguir a habilitação, foi até a autoescola, fez as aulas práticas, mas saiu de lá completamente travada, de tanto ver filmes de acidentes tragedias, e medos imputados pelos instrutores transformaram o carro em um mostro.
SEPARAÇÃO
Há quem necessite de tratamentos mais breves, em que algumas aulas com acompanhamento especializado são suficientes para driblar o medo de dirigir. São indicados para pessoas que se sentem inseguras com a violência do trânsito e querem orientações práticas de como lidar no dia a dia. É também requisitado por mulheres em busca de independência e autonomia, seja porque o marido está doente, faleceu ou se divorciou. "Quem procura ajuda está atrás de mudança de vida. Dirigir é uma dessas saídas".
"Depois de uma separação, já foi o tempo de ir ao salão de beleza e mudar o visual. Agora é hora de perder o medo de dirigir e não depender de ninguém para sair e se divertir", disse uma empresária de 30 anos, que pediu para não ser identificada.
Sem paciência, maridos dificultam aprendizado
Se uma mulher não dirige, normalmente o marido ou companheiro tem alguma relação com o problema. Motoristas com medo de dirigir e os especialistas afirmam que homens têm parcela de responsabilidade neste tipo de trauma.
Falta de paciência, gritos e a insegurança dos próprios parceiros são as causas mais comuns para a motorista não conseguir sair do lugar, mesmo sendo habilitada e capacitada. "Os maridos atrapalham muito, principalmente por causa das críticas. Alguns ficam com ciúmes e chegam a esconder a chave do carro".
Esse foi a caso da vendedora.Cansada de pedir para o marido ajudá-la, decidiu depois de uma briga aprender a dirigir. Matriculou-se em uma autoescola, fez o curso completo, tirou a habilitação. Ao sair com o carro do marido pela primeira vez, subiu na calcada e foi xingada por ele.
"Parecia o fim da minha curta vida de motorista". Atualmente ela decidiu buscar o tratamento . "Quando estiver apta vou pegar o carro e fazer as minhas próprias coisas".

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