DIABETES Mellitus tipo II

MATEUS, RODRIGO CAZAROTTO. Repercussões psicossomáticas da
hipnose em pessoas com diabetes mellitus tipo II. São Paulo, 2008, pp.
168. Dissertação (Mestrado), Programa de Pós-graduação em Psicologia
Clinica, Núcleo de Psicossomática e Psicologia Hospitalar da PUC-SP..
Esta pesquisa é o resultado da dissertação de mestrado em Psicologia Clínica
do Núcleo de Psicossomática e Psicologia Hospitalar da PUC-SP.
A pesquisa teve como objetivo verificar se existe alteração no nível de glicemia e na
sensação de bem estar em pessoas com
Diabetes Mellitus tipo II após
vivenciarem situações agradáveis através da hipnose Ericksoniana, bem como
analisar os resultados encontrados nessa investigação.
Dez sujeitos compuseram o grupo intervenção e oito sujeitos compuseram o grupo controle.
Com suporte teórico obtido na revisão de literatura, procedeu-se à aplicação dos seguintes instrumentos:questionário sócio-demográfico;entrevista semidirigida sobre situações agradáveis; escala de cores VAS; medida do nível de glicemia e entrevista semi-dirigida sobre intervenção.
Os resultados foram separados em cinco variáveis:dados sócio-demográficos;vivências
agradáveis; nível de glicemia; sensações de bem estar e impressões sobre
intervenção.
Foi concluído que a hipnose ajudou na diminuição do nível de
glicemia dos pacientes após a última sessão, com uma média de redução
percentual de 13,20%, e todos os sujeitos da amostra indicarem sentir melhora
na sensação de bem estar após a intervenção.
Palavra Chave: Hipnose Ericksoniana; Psicossomática; Diabetes Mellitus tipo
II; Situações Agradáveis...
CONCLUSÃO
Repercussões psicossomáticas da hipnose em pessoas com
diabetes mellitus tipo 2
O intuito deste trabalho não foi o de responder nem de elucidar todas as
questões pertinentes ao assunto hipnose. Desde a elaboração da revisão
bibliográfica, questionamentos e possibilidades de desenvolvimento foram
surgindo, norteando idéias sobre pesquisas que ainda precisam ser
aprimoradas. Como se nota no trecho que retrata a história da hipnose no mundo e no Brasil, sempre houve divergências em relação ao seu uso e a suas
definições. O número de pesquisas hoje vem aumentando, mas um
pressuposto básico acaba sendo deixado de lado nessas pesquisas: o que
realmente é hipnose. Apesar de se adotar uma postura próxima a definição do
que é proferido pela Neurociência hoje, ainda faltam trabalhos mais claros e
objetivos que visem delinear e definir tal temática.Isto posto, cabe ressaltar algumas ressalvas neste trabalho. A primeira delas diz respeito ao número de sujeitos participantes da pesquisa. 

Como o número foi baixo (total de dez sujeitos no grupo que recebeu hipnose e oito
sujeitos no grupo controle), fica aqui a ideia de uma pesquisa com um N maior,
pois, apesar dos dados serem positivos, talvez sirvam mais para dar um norte e
indicar possíveis caminhos do que realmente ser estaticamente conclusivo em
termos quantitativos.
Outra idéia interessante seria a de se usar outras medidas orgânicas e
correlacioná-las de maneira mais especifica entre si. O nível de glicemia no
sangue, medido através de aparelhos como o usado nesta pesquisa, facilita
bastante o trabalho, mas também restringe outras possibilidades. Talvez, se
além da averiguação do nível de glicemia, fosse possível observar marcadores
endocrinológicos, como por exemplo, medidas de alterações hormonais.
Como os efeitos foram medidos apenas durante as sessões, não é
possível saber se as sensações vivenciadas ajudaram essas pessoas em uma
sessão ou durante um tempo maior, fato que abre outra possibilidade para
novas pesquisas, como por exemplo, os efeitos a longo prazo de tal
procedimento. Ainda sobre esses efeitos, foi interessante notar que vivenciar a
hipnose é um aprendizado, quanto mais alguém se submete a tal
procedimento, mais fácil e mais profundo o processo, o que pode propiciar
vivências cada vez mais intensas e benéficas ao paciente, como foi notado ao
longo das sessões de intervenção.
Mesmo reconhecendo a existência de muitas lacunas nesta pesquisa, é
possível afirmar que sua importância está na constatação de dados
reveladores. Primeiramente, que ainda que a hipnose tenha funcionado como
um remédio, tomado algumas vezes por semana, de alguma maneira ela pode
atuar na sensação de melhora das pessoas. Em segundo lugar, conforme
mostram os dados que pensar e sentir coisas boas favorece a saúde; pensar e
sentir coisas ruins leva à ausência dela. Quanto mais intensos forem esses
pensamentos e sentimentos, provavelmente também o serão seus efeitos.
Apesar de todas as possibilidades apontadas, é possível afirmar que o
trabalho cumpriu seu objetivo principal, podendo mostrar essa verdadeira interação psicossomática,esse funcionamento orgânico e emocional,simultâneo e que denota um todo único. 

Apesar de a amostra ser pequena, é possível notar, ao final de todas as sessões, que é inegável que tenham
ocorrido alterações no nível de glicemia e na sensação de bem estar dos sujeitos pesquisados, alterações estas consideradas saudáveis( ressaltando que alguns sujeitos tiveram o nível de glicemia diminuído aos padrões da normalidade), e resultantes das lembranças sugeridas pelos próprios sujeitos.
Todos esses fatos mostram que, de alguma maneira, vivenciar situações agradáveis em hipnose pode ajudar pacientes diabéticos tipo 2 a melhorarem em suas condições, sejam elas emocionais, orgânicas, psicossomáticas, enfim.


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